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Laudo do IPT mostra que chuva danificou ponte sobre o rio Paraitinga
Publicado por: admin | Em: População, Reconstrução
Fonte: R7
Nível do rio Paraitinga chegou a subir 15 metros em janeiro deste ano

Foto por Daia Oliver/06.01.2010/R7
O secretário-adjunto de Desenvolvimento do Estado de São Paulo, João Carlos Maranha, entregou nesta terça-feira (22) para a prefeita de São Luiz do Paraitinga, Ana Lúcia Bilard Sicherle, um relatório técnico emergencial do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) sobre a condição estrutural da ponte de concreto que cruza o rio Paraitinga. Localizado na avenida Celestino Campos Coelho, nas proximidades da praça Oswaldo Cruz, o viaduto é bastante utilizado por veículos e pedestres que circulam no centro da cidade.
Construída na década de 30, a ponte apresenta uma série de danos, como infiltrações, trincas, rachaduras, corrosões e desalinhamentos, que foram agravados após a enchente do rio, com as chuvas ocorridas no início de janeiro, quando as águas subiram cerca de 15 metros.
De acordo com a avaliação técnica, os danos no viaduto não apresentam riscos imediatos, porém as obras sugeridas devem ser feitas o mais rápido possível para evitar o agravamento do problema. O relatório aponta também a necessidade de reparos e eventuais substituições de armaduras de aço, além da reconcretagem e da instalação de um sistema de drenagem para conter infiltrações. O documento apresenta em detalhes como as obras devem ser executadas.
Os trabalhos de vistoria na ponte sobre o rio Paraitinga foram financiados pela Secretaria de Desenvolvimento, por intermédio do Patem (Programa de Apoio Tecnológico aos Municípios). No total, foram destinados R$ 33,5 mil para a realização dos estudos.
O R7 tentou contato com a prefeitura de Paraitinga para saber se alguma reforma seria feita, mas até 17h não conseguiu falar com ninguém responsável pelo assunto.
Outros estudos
Além da vistoria da ponte, o IPT analisou a estrutura de 23 imóveis tombados pelo patrimônio histórico que estavam severamente comprometidos e necessitavam urgentemente de escoramento para evitar novos desmoronamentos.
Atualmente, uma equipe interdisciplinar de pesquisadores está no município realizando outros dois trabalhos, com especialistas em geologia, engenharia civil e madeiras. Os técnicos estão orientando o escoramento de outras 29 edificações que também ficaram comprometidas com a enchente. Essa ação vai permitir que as construções tenham condições de segurança e possam ser acessadas durante a execução dos projetos de restauração. As edificações requerem cuidados especiais porque são construídas com técnicas antigas, como a taipa de pilão. O trabalho deverá ser concluído até agosto.
Os geólogos do IPT estão realizando ainda o mapeamento das áreas de risco de escorregamento de encostas e das margens dos cursos de água. Os pesquisadores já concluíram o detalhamento em seis áreas e mais oito serão avaliadas até julho. O relatório com todas as recomendações deverá ser entregue em agosto.


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