Categorias
- Carnaval 2010
- Como Ajudar
- Doações
- Enchente
- Festas
- Fotos / Vídeos
- Patrimônio histórico
- População
- Reconstrução
- Sem categoria
Arquivos
Flickr
Contas Bancárias da Cidade
Ajude pela Web
Inscrições para Encontro de Geografia da Unitau em São Luiz do Paraitinga se encerram nesta semana
Publicado por: admin | em: População, Reconstrução
Fonte: Diário de Taubaté
Realizado em São Luiz, o evento reunirá renomados pesquisadores e moradores da cidade para apresentar propostas para reconstrução do município
A Universidade de Taubaté encerra nesta sexta-feira, dia 28, as inscrições para o Encontro Regional de Geografia – Ergtau II, que reunirá pesquisadores de todo o País em São Luiz do Paraitinga para discutir temas, como o impacto ambiental, e apresentar trabalhos que reflitam sobre o momento vivido atualmente no município, que se esforça para superar os danos causados pelas chuvas.
O evento, que será realizado de 28 a 30, é direcionado para geógrafos, professores e estudantes de Geografia e demais interessados na área, e terá entre os destaques a presença do geógrafo Prof. Dr. Aziz ab’Saber, um dos principais estudiosos sobre Meio Ambiente do País, que realizará a palestra de abertura do evento com o tema degradação ambiental.
Para participar do encontro, os interessados devem se increver pelo site www.geoUnitau.com/page1.php até às 18h do dia 28. No evento, haverá salas temáticas onde serão apresentadas pesquisas científicas acerca dos seguintes temas: Manejo e Disponibilidade de Recursos Hídricos; Mudanças Climáticas e Precipitação Pluviométrica; Patrimônio Histórico e Arquitetônico; Cultura Regional e Religiosidade; História e Patrimônio Cultural; Planejamento Urbano e Turismo; Monocultura e Eucalipto e Legislação, Impactos e Vulnerabilidade Sócioambiental.
Durante o encontro, será realizada uma mesa redonda que contará com a participação de luizenses e do diretor do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Paulo Sérgio Galeão, que é responsável pela reconstrução do patrimônio da cidade. “Toda a discussão terá como enfoque o que se espera do poder público e como a população avalia a preservação do patrimônio histórico, arquitetônico e cultural da cidade”, explica o Prof. Ms. Eduardo Carlos Pinto, coordenador do evento.
Será realizado, também, um trabalho de campo com observação e reconhecimento da área urbana da cidade, que será dividido de acordo com as salas temáticas e monitorado pelos professores participantes das mesmas. A atividade será composta por visitas monitoradas, entrevistas e coleta de depoimentos de moradores. “Renomados luizenses especialistas no assunto e membros da equipe de rafting que ajudou no resgate após a tragédia participarão do grupo que tratará do levantamento de dados nas margens do Paraitinga no entorno da cidade”, explica o coordenador.
Mais informações sobre o ERGTAU II podem ser obtidas no Departamento de Ciências Sociais e Letras da Unitau, localizado na rua Visconde do Rio Branco, 22, ou pelo telefone (12) 3625-4242.
SERVIÇO:
Encontro Regional de Geografia – ERGTAU II
Data: de 28 a 30 de maio
Local: São Luiz do Paraitinga – São Paulo
Inscrições: até 28 de maio, no site www.geoUnitau.com
Informações: pelo telefone (12) 3625 4242
Terminou neste final de semana a Festa do Divino em São Luiz do Paraitinga
Publicado por: admin | em: Festas, População, Reconstrução
Fonte: Agora Vale
Após nove dias de comemoração, terminou neste final de semana a Festa do Divino Espírito Santo, em São Luiz do Paraitinga. A tradicional festa reuniu grande público e uma variada programação.
Recuperando-se da tragédia do inicio deste ano, quando o município ficou alagado durante dias no mês de Janeiro, as festividades em São Luiz mostram que a população mantém viva a alegria e propagação da cultura.
A festa, além de aumentar o número de turistas em Paraitinga, gera também para os moradores recursos, emprego e renda.
Acontece na cidade histórica do Vale do Paraíba, durante a Festa do Divino, o Cortejo Imperial, onde as crianças se apresentam vestidas com trajes reais. Além da presença dos Mascarados, a festa ainda é conhecida pela fartura de alimentos o feridos.
O prato chamado ‘Afogado’, que tem como ingrediente principal carne e batatas, é preparado apenas por homens. A comida é servida gratuitamente para os participantes
A expectativa era que aproximadamente 10 mil pessoas passassem pela cidade durante a Festa do Divino deste ano.
ABCP orienta construção de casas em concreto e PVC em São Luís do Paraitinga
Publicado por: admin | em: População, Reconstrução
Fonte: ABCP

Casas em construção em São Luís do Paraitinga: sistema de Concreto/PVC para erguer as unidades em tempo recorde.
Quatro meses depois das enchentes que arrasaram São Luís do Paraitinga (178 km de São Paulo), a cidade começa a se reerguer com investimentos, principalmente na construção de habitações de interesse social. As obras das primeiras moradias já estão em andamento e até junho 150 unidades serão construídas na cidade com a ajuda da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU). A Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) tem prestado orientação técnica durante a construção das casas, erguidas pelo sistema de paredes de concreto com fôrmas fixas de PVC.
De acordo com o gerente de Relações Institucionais da ABCP, Mario William Esper, o sistema de Concreto/PVC foi escolhido por conta da necessidade de erguer as casas em tempo recorde para o uso da população de baixa renda que ficou desabrigada em função dos estragos causados pela chuva. “A ABCP está levando todo o seu conhecimento na construção de casas em concreto/PVC. A produtividade é de três casas por dia.”
Esper explica ainda que a associação busca auxiliar tecnicamente os casos em que o sistema tradicional racionalizado for o mais indicado. “Sem dúvida, parte do programa Minha Casa, Minha Vida necessita de sistemas industrializados, que são mais ágeis, para atender ao desafio de construir muitas casas em pouco tempo. Como este sistema de paredes monolíticas é formado por perfis leves de PVC, possibilita um encaixe simples e rápido dos módulos, preenchidos com concreto e aço estrutural. Neste modelo, os painéis de PVC atuam como fôrma, confinando o concreto que constitui a edificação sem precisar sobrepor blocos. Isso garante excelente acabamento interno e externo às paredes a moradia”, explica.
Entre as vantagens do sistema destacam-se a alta produtividade com equipes reduzidas, obra limpa, sem entulho e sem desperdício, controle dos materiais e custos, durabilidade dos materiais e facilidade de limpeza e manutenção no pós-uso. Somam-se a esses benefícios a elevada durabilidade e a baixa manutenção das edificações oferecidas pelo sistema construtivo concreto/ PVC.
Expertise em moradias populares
Um dos grandes focos da ABCP nos últimos 10 anos tem sido o desenvolvimento de programas de moradia voltados para classes menos privilegiadas e habitação de interesse social, que tenham projetos racionalizados, materiais de qualidade, boas condições de conforto e moradia, além de custo adequado. Para esse fim, a ABCP desenvolveu em 2001 o projeto Casa 1.0® (analogia ao carro 1.0), que tem como princípio básico construir moradias de qualidade a um custo acessível para a população de baixa renda. Hoje, nove anos após sua implantação, o projeto já permitiu a construção de cerca de 40 mil unidades habitacionais.
Lendas urbanas tentam explicar enchente em São Luiz do Paraitinga
Publicado por: admin | em: População, Reconstrução
Fonte: G1
Para moradores, tragédia foi castigo dos céus ou obra de forças do mal.
Histórias evocam sombra saindo da igreja e andarilho desconhecido.
Casas de São Luiz do Paraitinga exibem novas pinturas (Foto: Roney Domingos/G1)
Quase seis meses após a enchente que arrasou São Luiz do Paraitinga, no Vale do Paraíba, moradores da cidade alimentam lendas urbanas que tentam explicar a tragédia como castigo dos céus ou obra de forças do mal. Na virada do ano, a água do Rio Paraitinga subiu mais de dez metros e alagou o centro histórico da cidade. Duas igrejas e 84 casarões centenários foram arrastados pelas águas.
“Uma amiga minha tirou uma foto com máquina digital da igreja na hora da inundação. Dava para ver nitidamente. Tinha um monstro saindo de dentro da igreja, em cima da água”, conta o servidor público que pede para ser identificado apenas como JF. “É tenebroso. É um ser transparente”, diz a dona de casa Sebastiana Corrêa dos Santos, que também garante ter visto a imagem. “Isso é igual a cabeça de bacalhau. Todo mundo sabe que tem, mas ninguém prova”, afirma o vendedor de pastéis Eric Nonato.
O servidor público Luciano Frade e sua amiga Rosienny da Silva Rangel riem das lendas contadas pelos amigos – todos são integrantes de um grupo musical católico -, mas afirmam que elas são correntes na cidade. Um dos boatos, segundo eles, provocou até uma manifestação do padre, no sentido de tranquilizar os fiéis. “A moça que tirou a foto, ela não vende e não deixa ninguém ver por dinheiro nenhum”, diz Frade.
Segundo essa lenda que provocou a manifestação do padre, São Luiz do Paraitinga foi punida porque no dia anterior à enchente programava uma marchinha de carnaval fora de época. Em vez do violão, um dos bonecos usados no carnaval apareceu após a enchente com uma cruz na mão, diz o pasteleiro Eric.
“Foi uma punição, porque religião o pessoal não procura, mas se fosse carnaval estava todo mundo dentro”, afirma. Sebastiana acha que a cidade foi punida por causa da ganância de alguns que ganhavam fortuna com aluguel de casas em tempos de festa e por causa do mal comportamento sexual dos fioliões. “A cidade fica um aperto só. No carnaval, a gente tem de andar que nem lagartixa, grudada nas paredes, porque senão eles apertam a gente.”
Outra lenda corrente na cidade é a de um mendigo desconhecido que perambulou pelo centro histórico no dia anterior à enchente e que nunca mais foi visto. A postura indiferente dos moradores em relação ao pedinte provocou a ira dos céus, segundo o conto.
“Tinha um mendigo que andava pela cidade ao lado de um cachorro. Todo mundo acha que ele foi sinal de que aconteceria alguma coisa”, diz JF. “Todos falaram do mendigo”, completa a dona de casa Sebastiana.
Rafting ajuda reconstruir cidade devastada pela chuva
Publicado por: admin | em: População, Reconstrução
Fonte: CatInfor
Rafting ajuda reconstruir cidade devastada pela chuva
A paisagem é deslumbrante! Parque Estadual da Serra do Mar, em São Luís do Paraitinga (SP). Em janeiro deste ano a pequena cidade histórica, a 182 km da capital paulista, foi devastada por uma enchente, a maior da história da cidade. Na época, quase toda a população foi obrigada a deixar suas casas por causa do alagamento.
Mas hoje todas estas pessoas estão aqui por causa do rafting, um esporte em que os praticantes descem corredeiras em botes. Mas afinal, o que o rafting tem a ver com a tragédia em São Luís?
Muito mais que um esporte de aventura, em São Luís do Paraitinga, o rafiting está ajudando na reconstrução da cidade. Isto porque a atividade atrai turistas de várias partes do Brasil, mas principalmente, pelas mais de mil vidas que foram salvas durante a tragédia.
Acostumados a levar diversão a seus clientes, Hélio Alexandre de Souza, e outros instrutores de rafting tiveram que começar 2010 com uma atividade diferente. Trabalhar mais de 26 horas seguidas para retirar os moradores das áreas alagadas e levar medicamentos e alimentos aos desabrigados. A família de dona Benedita do Carmo Maia, dona Benê, foi uma das que foram salvas pela equipe.
“Um sentimento de agradecimento por eles. Principalmente pelo Hélio, que pra mim é como um filho”, diz dona Benê. “Usamos algo que pra gente era hobby pra ser eficaz num momento em que a sociedade mais precisou,” explica o instrutor.
Na época, vários moradores recusavam deixar suas casas. O desespero tomou conta da cidade.
“A gente entra em pânico e desespero, a gente só chora,” lembra dona Benê.
Hélio conta que em momento nenhum a equipe foi influenciada pelo desequilibrio das pessoas. Ele acredita que é aí que está o sucesso do trabalho de resgate feito por eles. Hoje o rafting também está ajudando na reconstrução econômica da cidade.
“Movimenta a economia da cidade. Transporte, alimentação e hospedagem” diz Nilson Alves, monitor ambiental do parque estadual da serra do mar.
Tanto amor e preocupação com São Luís, conseguiu mudar a visão dos moradores com o trabalho dos meninos do esporte de aventura.
“Nos tranformamos em outras pessoas. A comunidade hoje tem respeito, carinho” Hélio.
Recuperação em São Luiz do Paraitinga começa por casas próprias
Publicado por: admin | em: Festas, População, Reconstrução
Fonte: G1
Imóveis e estabelecimentos particulares já exibem novas fachadas coloridas.
Casas de São Luiz do Paraitinga exibem novas pinturas (Foto: Roney Domingos/G1)
Ainda afetada pela enchente que inundou e danificou diversos imóveis na virada do ano, São Luiz do Paraitinga, a 171 km de São Paulo, começa a dar os primeiros sinais de recuperação. Fachadas coloridas despontam entre tapumes e escombros nas ruas centrais. Casas e estabelecimentos particulares ficam prontos mais rápido do que os prédios públicos ou aqueles que dependem de alguma ação estatal.
Para moradores ouvidos pelo G1, a recuperação só ocorre para quem pôde se reerguer sozinho. “Está tudo bem melhor, mas na opinião de todos ainda falta muito ainda”, diz a moradora Rosienny da Silva Rangel.
O funcionário público Luciano Frade, que mora temporariamente de aluguel, conta que ainda não conseguiu voltar para o casarão herdado dos avós, onde morava. “Se não tiver muita pressão da opinião pública, muita cobrança sobre o motivo de a recuperação não ter recomeçado ainda, não vai”, disse ele.
Para outro funcionário público que se identifica apenas como JF, a recuperação do centro comercial e dos serviços é uma boa novidade. “O comércio está se recuperando. Ficamos mais ou menos um mês sem comércio. Tinha um supermercado só”, afirmou. Agora, em volta da praça matriz há pelo menos duas lan houses, ambas estavam com movimento intenso na sexta-feira (14) e no sábado (15).
Restaurantes
No sábado, foi possível ver restaurantes, lojas de conveniência e até de eletrodomésticos em funcionamento, mas quem é da cidade diz que a estrutura ainda é precária. “Ainda temos pousadas, bares, restaurantes e supermercados fechados”, disse o administrador de empresas aposentado José Alberto da Silva.
A prefeita Ana Lúcia Sicherle afirma que a recuperação anda em “ritmo bom”, mas reconhece que ainda falta muito. Ela anuncia investimentos dos governos federal e estadual em São Luiz do Paraitinga. Diz que em junho devem ser inauguradas as primeiras 45 de 150 casas populares construídas pelo governo estadual. E que na semana passada recebeu R$ 6 milhões de um total de R$ 15 milhões enviados pela Defesa Civil nacional para recuperação de estradas, pontes e das margens do rio que passa pelo município.
De acordo com ela, 84 casarões recebem escoras, etapa preliminar à restauração, que deve ser lenta e sofisticada, díficil de prever. Escombros das igrejas e prédios públicos estão cercados por tapumes e exibem placas de engenharia com descrição e custo das obras.
Serestas de volta
Tradição em São Luiz do Paraitinga, um grupo seresteiro formado por dez pessoas percorreu as ruas do centro da cidade do Vale do Paraíba na madrugada de sábado. Desta vez, no entanto, não puderam cantar em alguns casarões antigos porque eles estão abalados, vazios, sem ninguém para ouvir as serestas, devido à enchente que arrasou estes imóveis centenários na virada do ano. As adversidades não desanimaram os músicos, que percorreram os bares relembrando aos clientes músicas da vida cultural do município antes da água que inundou e derrubou casas.
Diante do restaurante Cantinho dos Amigos, eles cantam “A dor da saudade”, do compositor, filho da cidade, Elpídio dos Santos (1909-1970), que segundo eles parece ter sido feita para os flagelados pela chuva: “A dor da saudade, quem é que não tem? Olhando o passado, quem é que não sente saudade de alguém? Vá embora saudade, da minha casinha que eu quero bem”, diz um trecho da música.
Quase seis meses após a tragédia, os escombros ainda fazem a seresta mudar de itinerário. O grupo cantou em frente à casa de Elpídio, como faz todos os anos, mas evitou a da viúva dele e outras oito moradias, arrasadas pela chuva.
Grupo quer usar música para ajudar na reconstrução da cidade (Foto: Roney Domingos/ G1)
Há nostalgia, mas nada de tristeza, declaram os músicos. “Ficamos três meses sem cantar por causa da enchente. As casas ainda estão vazias, mas o clima é para cima, de reconstrução. Quem canta seus males espanta”, afirma o administrador de empresas aposentado José Alberto da Silva.
“Cantamos para voltar às origens, mas a vida continua”, diz Helvécio dos Santos Pinto. Ele garante ser sobrinho legítimo de Juca Teles, personagem folclórico local que deu origem até a um bloco carnavalesco. O seresteiro descreve o ilustre parente como um poeta que viveu na cidade até 1962 e que era capaz de compor a partir de coisas simples da vida no interior,
Sob a névoa da madrugada, ao som de dois violões, os seresteiros lembram composições como “Nervos de aço”, do gaúcho Lupicínio Rodrigues (1914-1974), e “Meus tempos de criança”, do mineiro Ataulfo Alves (1909-1969).
O dono do restaurante, José Roberto da Silva, sai à porta e oferece bebidas. Os seresteiros aceitam apenas água. Abraçado à mulher, Solange Briet, e encostado nos batentes do prédio de 1938 agora totalmente reformado, o comerciante ouve a seresta. No meio fio, um cachorro vira-latas dorme enquanto os músicos cantam.
Os pedidos não cessam e os músicos cantam pelo menos 25 músicas por noite, sem contar as repetições. “A serenata resgata a nossa cultura”, diz o comerciante José Roberto Silva. “Passa uma imagem de tranquilidade que pouquíssimas cidades têm.”
Prato típico é atração da Festa do Divino de São Luiz do Paraitinga
Publicado por: admin | em: Festas, População
Fonte: Voz do Vale
O tradicional “afogado” é uma das atrações da primeira grande festa que a cidade realizará depois do desastre causado pelas chuvas
A tradicional Festa do Divino Espírito Santo de São Luiz do Paraitinga será realizada entre os dias 14 e 22 de maio deste ano. Além das várias manifestações folclóricas e religiosas, o evento ainda possui uma atração culinária especial: o afogado. Prato típico da festa, a iguaria regional é feita com doações de devotos e servida gratuitamente ao povo nos dois sábados de festejos. Esta será o primeiro grande evento turístico que a cidade realiza, após ter sido castigada pela enchente que atingiu a cidade no primeiro dia deste ano.
Em parceria com o governo de São Paulo, a Prefeitura de São Luiz do Paraitinga está reerguendo o município. As secretarias do Estado estão investindo mais de R$ 50 milhões em ações de recuperação de infraestrutura urbana e do patrimônio histórico.
Graças a esse empenho, cinco meses após o desastre natural, São Luiz já resgata sua vocação turística e vai receber milhares de visitantes para a Festa do Divino Espírito Santo, que a partir da próxima semana. O afogado será servido gratuitamente ao público já no primeiro sábado da festa.
O prato é uma mistura de carnes bovina e suína cuidadosamente refogadas com os temperos específicos do prato (veja quadro). À primeira vista, a receita é bastante semelhante aos afogados servidos em outras cidades do interior paulista ou até mesmo em restaurantes da capital. Porém, moradores de São Luiz do Paraitinga contam que o segredo da versão local – que tem origem secular – está na preparação do prato, que atualmente está sob o comando do senhor Durvalino Rodrigues da Palma.
Popularmente conhecido como Dorvo, o senhor de 73 anos ajuda no preparo do afogado há 17 anos. Ele costuma dizer que o segredo de sua receita é “o pulo do gato” para diferenciá-la das outras. O cozinheiro ensina a colocar farinha de mandioca em um prato fundo e despejar o afogadocom caldo. A mistura vai cozinhar e formar uma espécie de pirão muito suculento. O prato é servido com arroz branco.
Devoção
O afogado é servido gratuitamente e com fartura a moradores e visitantes de São Luiz do Paraitinga na noite do primeiro sábado da festa e também no almoço do último sábado. Tradicionalmente, o prato é preparado com ingredientes doados pelos devotos do Divino Espírito Santo. Especialmente os produtores rurais acreditam que, no próximo ano, receberão em dobro o que doaram para o evento religioso. De acordo com a tradição, cada pessoa leva de casa seu próprio prato de talheres para se servir do prato típico. Este ano, a distribuição do afogado será feira no Mercado da cidade.
Grupos levam carnaval de Paraitinga ao Memorial
Publicado por: admin | em: Festas, População, Reconstrução
Fonte: Cruzeiro do Sul
Na esteira de uma catástrofe, a dinâmica produção cultural de São Luiz do Paraitinga ganha mais evidência na Capital. Nesta semana, a música, as danças, as artes visuais e outras manifestações populares da cidade do Vale do Paraíba – que foi arrasada por uma absurda inundação no último réveillon, mas vem se reerguendo otimista – estão em três eventos em São Paulo. A jovem banda Estrambelhados está em todos. Toca sexta-feira (14) no Memorial da América Latina e sábado (15) na Virada Cultural. À parte serem eventos de ordem solidária, são boas oportunidades para se ter uma panorâmica da produção luizense, em especial da música, que é seu forte.
“Paratinga Corpo e Alma”, no Memorial, além das marchinhas dos Estrambelhados e de Barone e a Loucomotiva Cabereca, terá grupos de outros estilos: Sílvio Oryn e banda (MPB), as duplas Loro e Lucas, Jonca e Juca e César e Cisco, envolvidos com ritmos regionais, como Nelsinho Mato Dentro, Los Canteros (dança do sabão e do caranguejo), Seu Renô Martins (dança de São Gonçalo) e Grupo de Violeiros Rio Abaixo (moda de viola). Tom Zé, protagonista de um dos shows mais bem-sucedidos na Semana da Canção Brasileira – que parte para a quarta edição em São Luiz – faz participação especial. Toda a renda será revertida para os artistas da cidade.
João Rafael, violonista dos Estrambelhados com mestrado em História na USP, diz que a banda se propõe, desde sua formação em 2003, a pesquisar a cultura de São Luiz. “Como somos uma banda de jovens, a gente dá uma releitura mais contemporânea, sempre com o cuidado de manter o pé nas tradições. Isso tem dado certo”, conta. Frequente no circuito cultural paulista, ele reconhece que com a catástrofe, os artistas acabaram “entrando mais na mídia e teve um movimento de ajudar a cidade”.
“A gente que trabalha na área cultural vem percebendo um crescimento de exposição da cidade de alguns anos para cá. Eventos como o carnaval e a Semana da Canção têm contribuído pra isso, mas a enchente com certeza chamou mais a atenção para o Brasil inteiro. Junto com a notícia ruim veio a boa”, diz João. Nos shows, os rapazes tocam temas tradicionais, como a famosa “Casinha Branca” (Elpídio dos Santos), com novos arranjos, e composições autorais de seu CD de estreia, “Folias” (2008).
A Virada Cultural vai ter um palco só com as bandas de São Luiz tocando marchinhas carnavalescas, no Largo da Misericórdia, perto da Praça da Sé. Os Estrambelhados abrem a programação às 18 horas do sábado, seguidos pelo Grupo Paranga (20h) e outros. A Família Santos, do célebre compositor Elpídio dos Santos, toca às 15 h do domingo e a Charanga do Quadô fecha o carnaval a partir das 17h.
Com oficinas de bonecos gigantes, contação de histórias, literatura de cordel, feira de artesanato, leilão beneficente e shows musicais, Paraitinga em São Paulo, no Sesi (Av. Paulista, 1313, tel. 3146-7405/7406) prossegue até sexta com entrada franca. No início da tarde toca amanhã o Grupo de Violeiros Rio Abaixo, sexta é a vez do cantor revelação Camilo Frade, de 13 anos.
SERVIÇO:
PARAITINGA DE CORPO E ALMA.
Memorial da América Latina.
Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664
Tel. 11 3823-4600.
Sexta-feira, 21 h. R$ 20 e R$ 10
São Luiz do Paraitinga em São Paulo
Publicado por: admin | em: Festas, População
Fonte: Guia SP
O SESI-SP oferecerá atrações culturais provenientes de São Luiz do Paraitinga, cidade turística do Vale do Paraíba castigada pelas chuvas deste verão. A programação, diversificada e gratuita, contará com feira de artesanato, shows musicais, oficinas de bonecos, exposições, contação de histórias e um leilão beneficente, com obras de 19 artistas especialmente cedidas para que sua arrecadação contribua para os projetos culturais do município.
Esta é uma oportunidade para que a população paulistana conheça e prestigie um pouco de São Luiz do Paraitinga e sua importância cultural no Estado. E, também, de comemorar o aniversário de 241 anos que o município completará no dia 8 de maio. O projeto Semana Artística e Cultural Paraitinga em São Paulo é resultado da união de esforços para cooperar com os moradores para a reconstrução da cidade.
Confira a programação:
Abertura da Semana e Leilão Beneficente (10/05 – 19h)
No primeiro dia da semana especial de São Luiz do Paraitinga, haverá a realização de um leilão beneficente, com obras doadas por diversos artistas de expressividade, com destaque para Cristiano Mascaro, Guto Lacaz, Gregório Gruber e George Rembrandt Gutlich. A verba arrecada será revertida, integralmente, para a realização de eventos culturais do município.
Exposição fotográfica O Divino em Festa – São Luiz do Paraitinga, de Nana Vieira (De 10/05 até 14/05 – 10h às 20h)
Nana Vieira é uma fotógrafa com ampla identidade visual, cujos temas percorrem a natureza, retratos e celebrações. Autora do livro O Divino em Festa – São Luiz do Paraitinga, premiado na 7ª Bienal Internacional de Arte de Florença (Itália), apresenta os nove anos de trabalho e convivência da artista com o patrimônio cultural de Paraitinga e a comunidade local.
Oficina e Exposição de Bonecos Gigantes (- Oficinas: 13 e 14/05, 14h às 18h. Exposição: De 10/05 até 14/05 – 10h às 20h)
Há mais de um século, nas festas de São Luiz do Paraitinga, um português chamado João Paulino reparou que nas Festas do Divino faltava uma diversão para as crianças. Assim, construiu um casal de bonecos gigantes para divertir o público. É a chamada Arte Encucual. Um dos seguidores desta linha artística é o artista Benito Campos que, por meio de obras, mitos e crenças, apresenta uma releitura de sua cidade natal com seus bonecos gigantes e máscaras. Benito contribui para que as diversas manifestações culturais continuem a acontecer, em busca da preservação das tradições festivas locais.
Feira de Artesanato com produtos dos artesãos de São Luiz do Paraitinga (Exposição: De 10/05 até 14/05 – 10h às 20h )
No Espaço Fiesp será realizada uma exposição de produtos artesanais locais. Com a venda dos trabalhos e arrecadação integralmente revertida aos artistas. Alguns artesãos produzirão, ainda, seus trabalhos durante a feira.
Contação de história e literatura de Cordel, com Ditão Virgílio (- De 10 a 12/05, 12 às 20h)
Benedito dos Santos, 55 anos, conhecido como Ditão Virgílio, exerce atualmente atividade cultural de contação de histórias, compõe músicas-poemas e escreve cordéis embasados na cultura caipira e nas manifestações populares da Cidade de São Luiz do Paraitinga. O Cordel Caipira, literatura popular que revela o universo da mitologia brasileira, foi publicado em uma série de livretos denominados Estórias de Uma Perna Só.
Demonstração de Trabalhos Artísticos (Dias 10, 11 e 12/05 – 12 às 20h)
Os artistas plásticos José Carlos Monteiro e Helder dos Santos, trabalham com pinturas de quadros alinhados a diversos temas relacionados à cultura popular de São Luiz do Paraitinga, retratando casas e casarões da época áurea dos barões do café, por exemplo.
Apresentações Musicais
Os shows musicais da Semana Especial de Paraitinga serão realizados, às 11h50 e às 13h30, na Esplanada do Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso.
10/05 – Banda Santos:
Símbolo das verdadeiras festas de carnaval do interior do país, a banda traz a tradição de Elpídio dos Santos, compositor que encantou gerações com canções e trilhas dos filmes do Mazzaropi. Um repertório mesclado de músicas próprias e compositores antigos.
11/05 – Los Canteros:
Apresentando um show que percorre a diversidade e riqueza da musicalidade brasileira, a banda, formada em 2007, trabalha com estruturas musicais e literárias do Vale do Paraíba conciliando a musicalidade tradicional com a moderna.
12/05 – Banda Kbeça Feita:
Os músicos apresentam um repertório de composições próprias e inovadoras, utilizando instrumentos acústicos e mesclando o rock, reggae, a música caipira e a poesia.
13/05 – Grupo de Violeiros Rio Abaixo:
Com poesia e folclore, o grupo toca clássicos da música brasileira instrumental com arranjos feitos por todos os integrantes.
14/05 – Camilo Frade:
Com repertório de refinado bom gosto e de primeira qualidade, Camilo Frade já interpretou grandes clássicos brasileiros, dividindo palco com grandes ícones da MPB, como Fafá de Belém, Zeca Baleiro e Zé Geraldo.
São Luiz do Paraitinga realizará ‘Festa do Divino’
Publicado por: admin | em: Festas
Fonte: Diário de São Paulo
Em 1 de janeiro, São Luiz do Paraitinga, a apenas 170 quilômetros de São Paulo, foi destruída por causa das fortes tempestades. Pouco mais de quatro meses depois, a cidade histórica se prepara para receber visitantes na tradicional “Festa do Divino”.
O evento vai ser realizado de 14 a 22 de maio, com uma intensa programação cultural e folclórica. O festejo acontece anualmente e teve origem na colonização portuguesa — era uma homenagem dos produtores rurais ao Divino Espírito Santo. Eles seguiam em procissão à zona urbana para agradecer a prosperidade das colheitas.
Hoje, a festa acontece na região central. Os turistas podem participar de procissões, novenas e missas, celebradas na antiga igreja matriz. Os fiéis costumam carregar bandeiras vermelhas em sinal de devoção. Além das cerimônias tradicionais, há congada, cavalhada, dança de fitas e brincadeiras para as crianças. Mais informações no sitewww.paraitinga.com.br. Tel. (12) 3671-7000.


